Por que não se vive um evangelho simples, sem adendos e invenções? Por que é preciso criar tantas doutrinas mirabolantes?

O evangelho de Jesus era tão simples… Tinha adoração a Deus, tinha discipulado, tinha sinais e maravilhas, profecias, restauração de vidas e principalmente Palavra de Deus.
Jesus não distribuiu títulos, não fez atos proféticos (não me digam que o lodo no olho do cego é ato profético), não gritou "recebaaaaaaaaaa", não entregou revelação de "jumento zero quilômetro" e "tenda nova" pra ninguém, não prometeu enriquecer discípulo nenhum, pelo contrário, disse para não ajuntar tesouros na terra… E ainda sim foi um evangelho completo, perfeito!
Seria tão fácil unir as igrejas se todas usassem o mesmo parâmetro, a mesma regra de fé, a Bíblia…
Mas infelizmente cada uma usa sua cartilha própria, com seus modismos, novas unções, novas revelações, seus líderes popstars…
Meu coração dói tanto…
Não quero ser juiz de ninguém, não é meu papel sentenciar este ou aquele, Até porque Jesus chutou as mesas dos cambistas do templo, não os cambistas… Mas não tenho como me calar ao ver tanta atrocidade supostamente em nome de Deus e do seu Reino…
É muito difícil para os profetas de hoje (os verdadeiros) se manterem longe da ira pecaminosa e da raiva excessiva e é muito fácil se distanciar do amor pelas vidas… Eis um grande desafio profético: Denunciar, destilando amor… Bradar e chorar ao mesmo tempo… Pregar às multidões e gemer em oração no secreto…
Que Deus sustente seus profetas!
Que Deus levante jovens com um chamado apostólico (o apostolado bíblico, não o que vemos hoje em muitos lugares…) de implantação de igrejas e pregação do evangelho nos mais longíquos rincões do Brasil e das nações, que não tenham o foco de sua vida em títulos e riquezas, mas em almas… mesmo que isso custe tal apóstolo não ter onde reclinar a cabeça (como seu mestre) e sofrer as agruras do proclamar as Boas Novas sem esperar nada em troca, ou ainda, recebendo as aflições que Paulo e tantos outros receberam…
Que Deus tenha misericórdia de nós, Noiva de Jesus…
Pr. Claudio Britto