Olá! A Paz e a Graça seja contigo!
Logo abaixo você lerá uma conversa entre eu e um amigo sobre este assunto.
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Um abração!
Claudio Britto

 

Claudio, gostaria de te fazer uma pergunta. É algo que quero saber a bastante tempo.
Um dia, ouvi um pastor dizendo que pagou 3.000 reais para uma banda tocar na igreja dele. O que você acha disso?

Eu já começo dizendo que não concordo com "cachê" gospel para tocar em igrejas. Ministrar na casa do Senhor não deve ser um comércio. Desta forma, não creio ser correto uma banda pedir cachê e nem a igreja pagar. Mas há um outro caso. Se alguma produtora convida uma banda para um show, onde esta produtora cobrará ingressos, aí eu penso ser  justo a banda dizer o valor da sua "apresentação", pois, lembre-se meu amigo, que uma boa parte dos músicos vive somente da música e tem 2, 3 filhos pra sustentar…
Mas se a banda foi chamada para ministrar em uma igreja, não deve cobrar cachê, mas a igreja que a está convidando precisa ser sensível de que ali há pessoas que vivem "do" e "para" o ministério e dessa forma ela precisaria dar uma oferta de amor para o ministério convidado. Há muitos ministérios e igrejas que são capazes de trazer o ministro ou banda lá do outro lado do país, ser abençoada por suas ministrações e no final do culto não dar nem um copo de água ou uma carona para o pobre voltar pra casa…
Sintetizando, creio que é nessário um equilíbrio entre a banda, ministério ou cantor e a igreja: O cantor não deve cobrar, mas a igreja não pode deixar de ofertar (não é pagar cachê) na vida do ministro.  Tenho visto alguns ministérios fazerem diferente. Eles pedem que a igreja se comprometa a vender uma quantidade X de seus cds ou livros. Bastantes cantores sinceros, homens de Deus, tem feito dessa forma.

Outro dia, vi um rapaz pregar em uma igreja e, ainda em cima do púlpito, anunciou o lançamento de seu livro e no final do culto foi lá pra porta pra vender. O que você pensa disso?
Pois é… essa é uma situação delicada…
A propaganda é a alma do negócio… hehe… Qualquer pessoa que tenha alguns minutos para fazer propaganda do seu "produto" certamente venderá mais.
Mas como igreja não é comércio e nem loja… Devemos ser criteriosos.Mano, na minha opinião, creio que podemos sim deixar algum ministério ou ministro usar uns poucos minutos para falar do seu trabalho, seu livro ou cd, pois esses material abençoará a vida pessoas que estão no culto. Por exemplo, quando eu estou pregando e pelo assunto da pregação lembro de algum livro bacana que li, eu o indico do púlpito mesmo para a congregação. Vejo os irmãos anotando e alguns deles depois compram e leem o livro. Da mesma forma, um ministro que foi pregar ou cantar numa igreja pode indicar seu material como algo que abençoará a igreja. Mas isso deve ser feito de maneira equilibrada, sem tomar muito tempo e sem transformar a igreja em comércio.
Há muitos que se excedem e usam muito tempo para falar de si mesmo e seus produtos… Aí perde o foco…
Devemos ter bom senso nesse assunto…

Outro dia vi o (….) falar na TV que tudo que ele tem, comprou com o dinheiro das vendas dos livros que ele escreveu durante todos esses anos de "carreira cristã".
Mano, eu sei que não é seu caso,.mas, pergunto: é certo eu vender uma coisa que foi o Espírito Santo que ministrou ao meu coração? Pelo meu entendimento, acredito que não, salvo no seguinte caso: o dinheiro arrecadado pelo livro ou CD, será usado para pagar os custos da produção e o "lucro" será usado exclusivamente na obra. Mas, confesso que ao ler 1 Corintios 9 eu fico meio confuso do que pensar dessa tema.

Excelente você citar 1 Co 9. Tem tudo a ver com isso que estamos falando. Paulo, apóstolo, vivia integralmente pelo ministério e ainda sim conservava seu ofícios de fazer de tendas. Certamente ele não passava 8 horas por dia, de segunda a sábado, fazendo tendas, pois esse não era seu foco: trabalhar para acumular bens ou dinheiro. Ele usava seu ofício par ajudar no seu sutento, para que ele pudesse atuar no seu ministério tendo suas necessidades supridas… Entretanto em outra ocasiões, Paulo contou com a ajuda de igrejas para o seu sustento. Veja: (Filipenses 4:10-18)

"Fiquei muito contente e muito grato ao Senhor por constatar que vocês se lembraram de novo de mim. Sei bem que não me tinham esquecido; foi só uma questão de não terem tido oportunidade de me enviar a vossa ajuda.    11Não digo isto porque tenha receio de me ver na pobreza; já aprendi a contentar-me com o que tenho de momento. Sei o que é passar necessidades e sei também o que é ter em abundância. 12Aprendi já a viver em todas as circunstâncias: tanto na fartura como na fome; tanto no conforto como nas privações. 13Posso suportar todas as coisas com a ajuda de Cristo, que é a fonte da minha força. 14Mas fizeram bem em me terem ajudado nesta difícil situação 15E aliás vocês, filipenses, bem sabem que, quando parti da Macedónia e o vosso conhecimento do evangelho estava no princípio, nenhuma outra igreja se associou comigo quanto a dar ou a receber, senão somente a vossa 16Mesmo quando estava em Tessalónica vocês me enviaram por mais de uma vez aquilo que me era necessário 17Não é que esteja a fazer apelo a donativos; mas procuro antes que vocês produzam frutos que tornem maior a vossa recompensa.18De momento tenho o que me é preciso; tenho mesmo mais do que o suficiente, desde que Epafrodito me trouxe o que vocês me enviaram, e que é como que o perfume de um sacrifício que Deus aceita e que o satisfaz"

Ou seja, mano, Paulo trabalhava pelo seu sustento, mas igrejas investiam em seu ministério, para que ele dedicasse mais tempo na obra e cada vez menos tempo em trabalho secular.
Em 1 Co 9 Paulo está ensinando à problemática igreja de Corinto esse mesmo princípio. Ele cita a lei de Moisés diz que o próprio Deus insituiu aquela lei para ensinar esse princípio (de abençoar os que servem, ministram ao povo de Deus) ao povo. Veja:


"Pois está escrito na Lei de Moisés: “Não amordace o boi enquanto ele estiver debulhando o cereal”. Por acaso é com bois que Deus está preocupado? Não é certamente por nossa causa que ele o diz? Sim, isso foi escrito em nosso favor. Porque “o lavrador quando ara e o debulhador quando debulha, devem fazê-lo na esperança de participar da colheita”.  Se entre vocês semeamos coisas espirituais, seria demais colhermos de vocês coisas materiais?" ( 1 Coríntios 9:9-11)

Dessa forma, meu irmão, creio ser correto alguém que vive para a obra de Deus ser abençoado financeiramente para seu sustento.
Entretanto existem aquelem que usam a obra de Deus para se enriquecer, e não a veem mais como ministério, mas como trabalho com objetivo de lucrar o máximo possível… Uma pessoa assim já perdeu o foco há muito tempo…

O que você acha, meu amigo?